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AVE: reconhecer os sinais e agir rápido

AVE, o Acidente Vascular Encefálico, acontece quando o sangue para de chegar a uma parte do cérebro, seja por entupimento (isquêmico, o tipo mais comum) ou por sangramento (hemorrágico). Sem sangue, aquela parte do cérebro para de funcionar, e quanto mais tempo isso dura, maior o dano.

Os sinais

  • Rosto caído de um lado, muitas vezes perceptível quando a pessoa sorri.
  • Fraqueza ou dormência súbita, geralmente de um lado só do corpo, no braço ou na perna.
  • Fala enrolada, ou dificuldade de entender o que se fala com ela.
  • Alteração súbita da visão, em um ou nos dois olhos.
  • Tontura forte e repentina, perda de equilíbrio ou de coordenação.
  • Dor de cabeça súbita e muito forte, sem causa aparente.

Um jeito simples de checar: peça para a pessoa sorrir, levantar os dois braços e repetir uma frase. Qualquer coisa fora do normal já é motivo para agir.

Por que o tempo é o que mais importa

Existe tratamento capaz de desfazer o entupimento, mas ele só funciona dentro de poucas horas do início dos sintomas. Passado esse prazo, a janela se fecha. Por isso, diante de qualquer um dos sinais acima, ligue para o SAMU (192) ou vá direto a um pronto-socorro com capacidade de neurologia. Não espere consulta marcada, e não venha primeiro para cá: a clínica não faz tomografia nem ressonância, exames que definem o tipo de AVE e guiam o tratamento na urgência.

Anote a hora em que o primeiro sinal apareceu. É a informação que a equipe da urgência vai pedir primeiro, porque é ela que define se o tratamento que desfaz o entupimento ainda pode ser usado. Se a pessoa acordou já com os sintomas, o que vale é a última hora em que ela foi vista bem.

Fatores de risco que dá para controlar

Pressão alta, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, tabagismo e alterações do ritmo cardíaco aumentam o risco de AVE, e todos eles têm acompanhamento. Quanto mais cedo entram sob controle, menor o risco.

Aqui na clínica

Fora da urgência, o papel da clínica é no controle dos fatores de risco (a cardiologia acompanha pressão e ritmo cardíaco, com exames como o MAPA e o Holter de 24 horas) e na reabilitação depois de um AVE, com a fisioterapia.

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